Ainda que não tivesse sido solicitado um segundo trabalho, quando comecei a preparar o trabalho final não percebi que podia recorrer a qualquer trabalho já realizado com alunos, e, nessa medida, procurei mostrar algumas das experiências que já desenvolvi com as turmas no âmbito dos temas da Cidadania e Desenvolvimento.
Uma das questões de que os jovens mais necessitam de falar relaciona-se com a educação para a sexualidade. Considero muito relevante que se encontrem momentos de abordar estas temáticas no percurso educativo escolar, uma vez que, muitas vezes, as famílias não se sentem à vontade para discutir estes temas (ou porque ainda consideram os jovens "demasiado novos", ou porque os seus próprios valores e convicções os deixam desconfortáveis para o fazer, ou porque os próprios jovens não se confiam aos seus pais quando precisam de orientação e sentem dúvidas).
Apesar disso, também o professor que aborda estas temáticas tem de se sentir seguro para o fazer, e adicionar formação à sua própria sensibilidade - há que formar sem invadir a privacidade, e sem chocar as mentalidades, porque os estádios de desenvolvimento sobre estas temáticas são muito diversos em jovens das mesmas idades/turmas.
Na minha área de construção do saber (português, francês, teatro), as questões biológicas não são muito relevantes, mas a construção da relação com o Outro, e o desenvolvimento da imagem do próprio e do Outro surgem como temas recorrentes. Assim, procuro sempre assegurar a lecionação de 2 ou 3 horas de Educação Sexual, "puxando" para os temas que mais me interessam: o respeito por si mesmo e pelos outros, a sexualidade como expressão das emoções do próprio e dos outros, a construção de uma autoimagem independente face aos demais.
Nesse sentido, preparei um trabalho que não cheguei a apresentar ao nosso grupo de formação (primeiro, porque só podia apresentar UM trabalho; depois, porque não tinha imagens e isso o torna mais fastidioso), centrado numa experiência formativa com uma turma de Francês de 8.º ano. Para implementar estas horas de Educação para a sexualidade, recorri a uma das "ferramentas" mais poderosas que podemos acionar enquanto metodologia ativa de aprendizagem: o teatro. A experiência vem descrita em cada um dos diapositivos que se anexam abaixo. Partilho-o na expectativa de que possa ser útil a alguém que pretenda abordar o tema sem "invadir" demasiado a intimidade dos jovens, e sem abordar as questões biológicas propriamente ditas.







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